Resenha: A Vida do Garganta Profunda (Mark Felt e John O’Connor)

 

capa

Opa galera, tudo tranquilo?! Espero que as leituras desse ano estejam sendo bastante produtivas. Estou tendo algumas dificuldades com minhas postagens não pelo fato de não estar lendo, mas a de não manter a constância delas em minhas postagens aqui pelo blog. Ou seja, estou lendo, mas demorando muito para publicar.

Espero que entendam. Só quero dizer que apesar das demoras nas postagens o blog segue com a planilha normal de livros a serem lidos durante o ano todo. Esse mês de Março ficou agendado para ser lido sobre A Vida do Garganta Profunda. Bora lá!!!

Dando prosseguimento e sendo mais preciso nas palavras vamos falar de um dos casos mais polêmicos na década de 70, Mark Felt, o misterioso “Garganta Profunda”, que foi fonte dos repórteres do Washington Post Bob Woodward e Carl Bernstein no escândalo do Watergate – e também responsável pela queda do ex-presidente norte-americano Richard Nixon o então presidente na época.

Para um resumo sobre o que foi O Caso Watergate vou ser o mais objetivo possível. O Caso Watergate foi o escândalo político ocorrido na década de 1970 nos Estados Unidos que, ao vir à tona, acabou por culminar com a renúncia do presidente Richard Nixon, eleito pelo Partido Republicano. “Watergate” de certo modo tornou-se um caso paradigmático de corrupção. Na manhã do dia 18 de Junho de 1972, o jornal Washington Post noticiava na primeira página o assalto do dia anterior à sede do Comitê Nacional Democrata, no Complexo Watergate, na capital dos Estados Unidos. Durante a campanha eleitoral, cinco pessoas foram detidas quando tentavam fotografar documentos e instalar aparelhos de escuta no escritório do Partido Democrata.

Richard Nixon foi eleito presidente em 1968, sucedendo a Lyndon Johnson, tornando-se o terceiro presidente dos Estados Unidos a ter de lidar com a Guerra do Vietnã. Nixon voltou a candidatar-se em 1972, tendo como opositor o senador democrata George McGovern, que venceu apenas em Massachusetts, além do Distrito de Columbia. Nixon obteve uma vitória esmagadora, ganhando em 49 dos 50 estados.

mark felt

Foi durante essa campanha de 1972 que se verificou o incidente na sede do Comitê Nacional Democrático. Sendo ou não um tiro no próprio pé durante a investigação oficial que se seguiu, foram apreendidas fitas gravadas que demonstravam que o presidente tinha conhecimento das operações ilegais contra a oposição, porém haviam sido editadas, com trechos removidos. Seu advogado argumentou que o presidente tinha prerrogativas de cargo e não estaria obrigado a apresentar informações confidenciais.

Sem mais escapatórias, em 24 de Julho de 1974, Nixon foi julgado pela Suprema Corte dos Estados Unidos e obrigado, por veredicto unânime, a apresentar as gravações originais, que comprovariam de forma inequívoca, o seu envolvimento na ação criminosa contra a sede do Comitê Nacional Democrata e consequentemente a abertura de um processo de impeachment. Felt, que ocupava o segundo cargo mais importante do FBI quando o caso Watergate estourou, manteve sua identidade em segredo por 30 anos. Somente em 2005, aos 91 anos, seu papel no escândalo tornou-se público em um artigo escrito na revista Vanity Fair pelo advogado da família Felt.

“Sou o cara que eles costumavam chamar de Garganta Profunda”, disse Felt ao advogado John O’Connor.

Por anos especulou-se e discutiu-se sobre a identidade de “Garganta Profunda”, codinome derivado de um popular filme pornográfico. Woodward e Bernstein prometeram não revelar a fonte das suas matérias de 1974 até que ela morresse. Mas um dia depois da revelação de Felt, Woodward escreveu sobre sua relação com ele. Woodward disse que procurou Felt depois de escrever, junto com Bernstein, sobre a invasão da sede do Comitê Nacional Democrata no complexo Watergate, em Washington.

Seguindo uma rotina complicada, Felt e Woodward se encontravam em um estacionamento subterrâneo. O “Garganta Profunda” apenas confirmava as informações que os repórteres obtinham de outras fontes. Aos poucos, a dupla descobriu uma conspiração política.

Felt sofria de problemas cardíacos, mas a causa exata de sua morte, em casa na quinta-feira, era desconhecida, informou o jornal Press Democrat, de Santa Rosa, Califórnia, a 90 quilômetros de San Francisco. Na matéria sobre a morte de Felt, o New York Times o chamou de “fonte anônima mais famosa da história americana”.

“Felt acreditava que estava protegendo a agência (FBI) ao encontrar uma maneira clandestina de vazar informações dos interrogatórios e arquivos do FBI para o público, a fim de construir uma pressão pública e política para que Nixon e sua equipe fosse responsabilizada”, escreveu Woodward.

“Ele só tinha desprezo pela Casa Branca de Nixon e seus esforços de manipular a agência por razões políticas”.

hoover

O livro é extremamente contundente quanto a posição de Felt a Nixon. Antes dessa passagem turbulenta entre a Casa Branca e o FBI, Felt era praticamente o braço direito do maior diretor que o FBI teve, John Edgar Hoover (Washington, D.C., 1 de janeiro de 1895 – Washington, D.C., 2 de maio de 1972), foi um policial norte-americano que durante 48 anos exerceu o cargo como 1º diretor da Federal Bureau of Investigation (FBI), considerada a maior organização policial do mundo e autoridade numero um dos Estados Unidos. Após sua morte o FBI não foi mais o mesmo e nem Felt.

Obrigado por mais uma leitura. Até o próximo post.

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