Resenha: Uma breve história dos tratores em ucraniano (Marina Lewycka)

  1. capa

Mês de Fevereiro. Uma breve história dos tratores em ucraniano. 12 livros para 2018. Pronto! Tenho em mãos um livro que monta uma série de reflexões do que é uma família, um passado e um presente não tão próspero como deveria estar sendo. Estamos falando de uma família de ucranianos com histórico de Segunda Guerra, espectadores de muitos fatos e relatos que aconteceram com eles no passado, mas que só agora estão vindo à tona. Para um melhor entendimento sobre nosso pano de fundo vamos voltar um pouco ao passado.

O grande poder que Hitler havia estabelecido dentro da Segunda Guerra Mundial, fez com que muitos povos migrassem de seus países de origem para tentar escapar do julgo alemão. Com o término da Segunda Guerra Mundial as fronteiras da Ucrânia soviética foram ampliadas na direção oeste, unindo a maior parte dos ucranianos sob uma única entidade política. Os Ucranianos que nesse caso em especifico entram aqui neste romance como personagens principais decidem acabar de uma vez por todas com esse sofrimento de não viver mais sob o comando soviético, e migraram em massa para a Europa Ocidental.

Sabemos que existe hoje um grande número de imigrantes oriundos do leste europeu residindo na Inglaterra. Os eslavos (Europa central e oriental) como são conhecidos, vinham em massa para as Américas, passaram, na segunda metade do século XX a frequentar lugares mais próximos de suas terras natais. E é dentro desse nesse cenário que a escritora inglesa de origem ucraniana, Marina Lewycka, da vida para seus personagens em Uma breve história dos tratores em ucraniano.

O mais surpreendente pra mim quando terminei a leitura foi a de fazer uma rápida pesquisa sobre quem já havia lido esse livro ou suas críticas dentro de sites e redes sociais e me deparei com uma pequena parcela de pessoas que haviam feito o mesmo. Confesso que ele foi uma aquisição totalmente despretensiosa e ao mesmo tempo boa que ocorreu ano passado e deixei para ler estrategicamente este ano. O nome de momento me soou estranho, mas decidi levá-lo de qualquer forma.

Sobre o livro sua personagem principal e também narradora da história se chama Nadezhda. De principio ela e sua irmã Vera lidam com o fato de que seu pai, um engenheiro aposentado de 86 anos que nasceu na Ucrânia, está prestes a se casar com Valentina, sua compatriota meio século mais jovem, que tem objetivos bem definidos e faz o estilo pirigueti de seios fartos.

As duas irmãs estão sobrecarregadas por uma mágoa antiga devido a uma pensão deixada para elas após a morte da mãe. Isso faz com que elas tenham um relacionamento nada amistoso e distanciado. Mas para dar um basta no romance atribulado do pai com uma mulher que poderia muito bem ser irmã delas, elas resolvem deixar um pouco a questão familiar de lado e juntas tentam evitar que Valentina se aproveite de seu pai.

 Paralelo a isso o velho escreve seu livro – uma história sobre a evolução dos tratores no mundo e, especialmente seu país de origem. O livro que ele esta escrevendo e faz questão que todos ouçam capitulo por capitulo traz em questão a política humana sobre a migração dentro da própria Europa.

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Marina Lewycka 

 

E é com esse pano de fundo que teremos uma história comovente, divertida e uma lição de vida sobre valores, amizade e claro, sobre a família. Encontraremos personagens fortes, complexos, engraçados com um passado impactante e tão cativante ao mesmo tempo. Personagens que fogem dos estereótipos já existentes. Lógico que não quero compará-los com outros personagens ou outros livros… até porque “Uma breve história dos tratores em ucraniano” é um livro que você quer que nunca acabe.

Sobre a Autora:

Lewycka nasceu em um campo de refugiados em Kiel após a Segunda Guerra Mundial. Sua família posteriormente se mudou para a Inglaterra; ela agora mora em Sheffield, South Yorkshire. Ela freqüentou o Gainsborough High School para garotas em Gainsborough, Lincolnshire, depois Witney Grammar School em Witney, Oxfordshire. Ela se formou na Universidade Keele em 1968 com uma licenciatura em inglês e filosofia e da Universidade de York com um BPhil na literatura inglesa em 1969. Ela começou, mas não completou, um doutorado no King’s College de Londres.

Espero que tenham gostado e até a próxima!!!

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