Resenha: Ressurreição ( Machado de Assis)

ressurreicao_capanova_baixaE aí pessoal tudo bem com vocês? Hoje a resenha é do livro Ressurreição (Machado de Assis). Pra falar a verdade não conhecia este livro e já tinha comprado há algum tempo, daí pintou uma grande oportunidade de lê-lo na Maratona Skindô-Skindô lançada pelo canal da Tati Feltrin. Essa maratona para quem ainda não conhece já esta (sem não me engano) no terceiro ano do canal dela no Youtube e sempre ocorre nos dias que compreendem o carnaval.

Pois bem, Ressurreição como diria o próprio autor é diferente de qualquer obra que ele tivesse lançado. A edição que lí é a da L&PM Pocket e traz muitas informações não só apenas do autor, mas também sobre a sua obra, contendo notas sobre a edição, uma pequena biografia sobre o Machado de Assis (por Luís Augusto Fischer) e se não fosse o bastante ela traça um panorama do Rio de Janeiro daquela época com alguns elementos para que o leitor possa compreender o mundo de Machado de Assis. Por fim, temos o posfácio de Eliana Inge Pritsch.

Lançado em 1872, Ressurreição tem como ponto de partida a vida de um solteirão convicto que é presenteado com uma herança. Aos seus trinta e seis anos, Félix diferentemente da sociedade daquela época ainda não havia constituído família, ou seja, ele não tinha filhos, o que o tornava aos grandes olhos do povo um vadio e sem ambições. Félix tinha alguns relacionamentos que não duravam muito tempo e seu espírito bon-vivant não permitia relacionamentos tão duradouros.

Eis que surge a figura de Lívia, mulher atraente e viúva que em certo momento é apresentada a Félix pelo seu melhor amigo, Viana. Lívia por sua vez tinha outro pretendente chamado Dr. Batista. Logo mais também aparecerão na obra Raquel que irá nutrir uma paixão pelo nosso Félix e Meneses, que também vai gostar de Lívia. Confuso não?! Esse é o nosso Machado de Assis, rsrsrs.

Lívia que representava ter vinte e quatro anos e como já havia mencionado era extremamente bonita e cativante. Ela por sua vez sabia disso e tinha sentimento de modesta consciência de suas graças, coisa semelhante à tranquilidade da força. E foi por essa mulher que o nosso bon-vivant e dono de si, se apaixona. Temos nesta obra assim como em outras obras do Machado, tramas que envolvem ciúmes, traição e outros sentimentos humanos que a torna muito próxima da realidade.

Nesta obra o narrador em terceira pessoa traça o perfil psicológico de cada personagem e nos dá uma espécie de raio-x de cada um deles bem ao modo machadiano. Ele faz julgamentos, examina com detalhes o pensamento e as atitudes deles. O livro é curto e a história tem um final excelente e indico que leia.

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