Resenha: A máquina de contar histórias (Maurício Gomyde)

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Calma  que o que vêm pela frente não é spoiler, todas essas informações que virão logo abaixo estão na contracapa do livro. Beleza?

Na mesma noite que Vinícius Becker um renomado escritor apresentava seu novo livro “A Máquina de Contar Histórias” num coquetel de lançamento, sua esposa Viviana falece sozinha num quarto de hospital. Odiado em casa por tantas ausências para cuidar da carreira literária, ele vê o chão se abrir sob seus pés. Sem o grande amor da sua vida, sem o carinho das filhas, sem amigos… O lugar pelo qual ele tanto lutou revela-se aquele em que nunca desejou estar. Vinícius teve o mundo nas mãos, e agora, sozinho, precisa se reinventar para reconquistar o amor das filhas e seu espaço no coração da família V. Uma história emocionante, cheia de significados entrelaçados pela literatura, mostrando que o amor de um pai, por mais dura que seja a situação, nunca morre nem se perde.

 A história basicamente está no drama de um escritor/pai, Vinícius que está no ápice de sua carreira e que de uma hora pra outra se vê em meio a um grande problema familiar. Obcecado pelo trabalho Vinícius trabalha exaustivamente e tem pouquíssimo ou quase nada de tempo para dedicar-se a sua família. Sua esposa, Viviana, que estava passando por um tratamento contra um câncer acaba morrendo quando ele estava na festa de lançamento do seu novo livro. Valentina, sua filha mais velha de 16 anos, ficou magoada pela ausência do pai e não o perdoou por ele não estar ao lado da mãe durante todo o período de tratamento contra a doença…

Vinícius recebe a notícia na manhã seguinte e viaja as pressas para casa. Ele chega ao cemitério onde o sepultamento já havia começado e não se perdoa por não ter estado lá quando Viviana mais precisou. Agora teria de enfrentar a ausência de sua esposa e o desprezo de sua filha. Para suprir as dificuldades do dia a dia e a dor implacável da saudade que tinha da mulher e das filhas ele resolve fazer uma viagem com ela e Vida, sua filha mais nova, também conhecida como ‘fadinha’ de apenas quatro anos.

Decidido viajar, bastava apenas convencer as filhas que depois de muita resistência por parte de Valentina, eles finalmente embarcam a uma viagem que será um divisor de águas na vida dos três. Agora mais que seria o momento de descobertas tanto para o pai quanto para as filhas, o convívio entre eles sendo resgatado e Vinícius sabe que embarcou numa viagem que muitas vezes parecia ser seu calvário.

Valentina é o tipo de adolescente que sempre amou o convívio familiar e tinha com sua mãe uma relação de cumplicidade que se estreitou ainda mais com a doença da mãe.  Já Vida não tinha muitos questionamentos sobre a ausência do pai por ser ainda muito pequena e não compreendi o que estava acontecendo, as brigas da irmã com o pai, e viu na viagem uma forma de diversão.

O pai traçou um roteiro que elas aos poucos iam descobrindo. A viagem e os locais escolhidos tinham um propósito que a partir daí não posso contar – contém spoiler.

tira

Não tinha lido nada sobre o autor e confesso que foi uma das leituras mais prazerosas que fiz este ano. E terei uma imensa satisfação em ler outros livros do mesmo. Sem dúvida é uma lição de vida e pra galera que está pensando em traçar um pequeno esboço de livro, ou se vocês já começaram um, peço que leiam “A Máquina de Contar Histórias”, é sensacional e traz umas dicas de construção de histórias, personagens e um mini roteiro que é precioso para dar um up em seu “livro” ou mesmo para ter uma noção de como começar seu livro.

Então é isso, fico por aqui e espero vocês aqui no mesmo BatBlog.

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