Resenha: Extraordinário (Título original: Wonder)

Extraordinário - R. J. Palácio

August Pullman é um garoto de 10 anos que nunca frequentou a escola, pois sempre estudou em casa com a ajuda de seus pais. August nasceu com uma deformidade fácil devido a uma alteração conhecida como “Disostose bucomaxilofacial previamente desconhecida, causada pela mutação de um autossomo no gene TCOF1, localizado no cromossomo 5, complicada por uma microssomia hemifacial característica do espectro óculo-aurículo-vertebral”. Complicado né? Não, isso não é fictício e sim, ela existe!

Diante de todas as cirurgias que fora submetido (motivo pelo qual ele nunca havia ido à escola), ele ainda sofre muito pelo fato de ser um garoto diferente dos outros meninos. Auggie mora com seus pais e sua irmã Olivia “Via” como ele a chama carinhosamente e sua cachorrinha Daisy. August ou “Auggie” como é conhecido por todos recebe uma notícia de seus pais que mudará sua vida, ele começará a estudar em uma escola normal, e ele senti que seus medos e suas angustias começam a pô-lo a prova, afinal tudo dali pra frente será novo e desafiador, novos amigos e novos questionamentos sobre sua fisionomia. Complicado ver isso, pois qualquer mudança já é difícil quando não temos um problema desses, imagine quando temos um problema como a do August.

Não julgue um  garoto pela cara

Auggie é levado à escola dias antes das aulas começarem para uma visita de apresentação. Sr. Buzanfa, diretor da escola o apresenta alguns novos colegas e a escola. Ele conhece inicialmente Jack Will, Julian e Charlotte e vê um pouco de esforço por parte deles para ele se sentir bem e certo distanciamento a respeito de sua aparência.

O livro levanta questões em diversas áreas e aborda temáticas que são facilmente encontradas em escolas e alunos. Ele passa por um grande processo de adaptação – intolerância por parte de muitos alunos – e o mais importante, o bullying passa a ser um visitante frequente ao seu dia-a-dia. Objeto de estudo já alguns anos, mencionado em jornais, reuniões escolares e tão injustamente inserido em nossa sociedade, realmente é uma triste realidade para quem sofre.

Extraordinário nos mostra de forma comovente e brilhante o impacto que um menino como August pode causar na vida de tantas pessoas. Uma mescla de piedade (para quem não o conhece), risos (aos insensíveis), amor e admiração (de todos que o conhece melhor). Um livro que causa impacto logo de início, tem um tema comovente, forte e sem dúvida nenhuma, deixa sua marca e muda sua maneira de ver o próximo.

Extraordinário

O livro tem uma estrutura de leitura extremamente interessante. O livro é dividido em oito partes, sob o ponto de vista do Auggie, Via (sua irmã), e dos amigos: Summer, Jack, Justin e Miranda. Cada personagem relata sua participação, ou seja, cada um deles descreve como é o convívio com Auggie e todos os diálogos convergem para um único ponto, finalizando assim com a narração principal que é a do Auggie. Funciona basicamente assim: os narradores secundários vão aparecendo de forma progressiva, mostrando a visão e opinião de cada um sobre o narrador principal (Auggie). O livro torna-se fácil, de bom entendimento, têm seus momentos tristes, mas também é carregado de ensinamentos e lições de vida.

Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo

Auggie

Muito bom quando podemos ler um material diferente e de proposta tão inusitada como o Extraordinário.

Notas sobre o autor: Este é o primeiro livro de R. J. Palácio. Ela atua no mercado editorial norte americano de dia e Designer Gráfico à noite. Mora em Nova Iorque com o marido, filhos e cachorros. Palácio, através dessa obra encabeçou uma campanha antibullying e tem um site destinado a esta causa.

3 pensamentos sobre “Resenha: Extraordinário (Título original: Wonder)

  1. Obrigado pela resenha é um filme lindo e um livro perfeito. Amo muito os filmes baseados em livros, este é umo muito lindo, por isso quando soube que estrearia 7 Minutos Depois da Meia Noite soube que devia vê-la, é umo dos melhores filmes para chorar, soube que devia vê-la, considero que outro fator que fez deste um grande filme foi a atuação do Lewis MacDougall, seu talento é impressionante.

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