Resenha: Invisível

Invisivel

Fala Galera!

Antes mesmo de terminar o primeiro capítulo desse livro eu já me questionava sobre como seria a resenha. O Invisível parte de uma angústia sofrida por um dos seus narradores (isso mesmo teremos outro) que é o fato de ser invisível num mundo onde todos são visíveis.

Como começar então? Antes de tudo gostaria de avisar que a história é narrada a partir de dois personagens (dois narradores). Logo no inicio da história nosso primeiro narrador Stephen, nos descreve como é ser invisível numa cidade como Nova Iorque. Ele avisa que é fácil, desde que você tenha um pai ausente que contribua com sua conta bancária e pague suas contas. Lá você pode comprar tudo pela internet, o dinheiro nunca passa de mão em mão e os pacotes são deixados nas portas. Stephen viveu com sua mãe até os quinze anos de idade quando ela veio a falecer e seu pai, desde o nascimento já o havia abandonado. Os conflitos de existência de Stephen eram frequentes, diários até. Stephen vive em Nova Iorque desde que nasceu. Ele mora em um prédio no terceiro andar próximo ao Central Park. Lá seus dias eram sempre iguais. O convívio com os moradores era inexistente simplesmente porque ninguém o via.

Em seus primeiros relatos Stephen conta de forma extraordinária seu dia-a-dia. A forma que ele utiliza para administrar suas saídas e entradas do prédio ou elevador sem ser notado, é claro. Ele não vai a escola, não tem família e continua seguindo a vida. Ele passa boa parte do tempo observando as pessoas de seu prédio, da rua ou mesmo no Central Park. Em um determinado dia ele se encontra com Elizabeth (segunda narradora) no hall do elevador e nota que ela o viu e fica imóvel. Como pôde ser visto por ela? Ela pede ajuda por estar atrapalhada sem conseguir pegar as chaves de seu apartamento. Elizabeth é uma jovem que veio com sua família de Minnisota para Nova Iorque. Seu maior sonho é o de um dia alguma editora de revistas em quadrinhos publicarem as sua HQs. Ela mora com sua mãe e irmão Laurie um sujeito superdivertido que dá um aspecto de leveza ao texto. Os dois, Elizabeth e Stephen vão se conhecendo melhor e a cada dia eles começam a compreender o mundo um do outro.

Acredito que a pergunta mais frequente de quem leu ou ainda irá ler o Invisível, é como ou por que apenas Elizabeth podia vê-lo? Por quê Laurie o irmão dela e as demais pessoas não o via? O mundo em que eles vivem não era apenas um mundo real. Havia ali poderes ocultos, forças movidas através de magia, poderes nunca antes acreditado por quem quer que seja. Stephen apesar do desligamento de convívio com seu pai, ainda recebia algumas visitas espaçadas dele em seu apartamento. Não há contato físico entre eles. Ele faz apenas algumas visitas espaçadas para saber se ainda é necessário enviar dinheiro ou outra coisa do tipo. Em um desses encontros o pai de Stephen é apresentado a Elizabeth o mesmo achou que seria brincadeira, pois nem mesmo a mãe chegou a vê-lo. Como uma garota podia vê-lo? Elizabeth é chamada e o pai de Stephen é surpreendido com a verdade. Pressionado a falar o porquê desse mistério o pai dele conta a verdadeira história e de como Stephen nasceu daquela forma, ou melhor, invisível.

O desfecho dessa história é simplesmente espetacular e surpreendente. Os autores brincam com o enredo de forma excepcional e traz a tona tudo aquilo que nos dá medo ou nos angustia. O viver solitário, a descoberta do novo, enfrentar riscos, correr perigo. O livro nos proporciona a visão de dois narradores que possibilita o acesso aos dois pontos da história. Ambos procuram por respostas.

O livro Invisível foi escrito por:

David Levithan e Andrea Cremer ambos aclamados por suas publicações. Publicados pela Editora Galera Record – responsável por outras publicações dos autores. Andrea Cremer é historiadora (assim como eu!). É norte-americana de Winsconsin. Gosta de temas como guerra e feitiçaria. David Levithan é autor de Will and Will – um nome um destino, escrito em parceria com John Green, o primeiro livro jovem adulto com protagonistas gays a entrar na lista do New York times, e Todo dia, outro livro do autor.

Espero que tenham gostado!
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Próxima resenha livro: David Copperfield

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